Tudo se transforma

Quer coisa melhor do que transformar resíduos da construção civil em obras de arte e, assim, mudar a vida de centenas de pessoas? Essa é a proposta do Mestres da Obra, uma associação sem fins lucrativos, que trabalha junto a trabalhadores do segmento, a fim de promover educação, cultura e saúde. Seu cofundador é Daniel Cywinski, educador ambiental e especialista em saúde pública.

A iniciativa abrange atividades de artes plásticas, design, fotografia, teatro, música, entre outros. Para isso, desenvolveu o Projeto Ateliê Escola, que promove cursos para até 50 operários junto a canteiros de obra, transformando-os em ateliês e, também, provedores de matéria-prima. Veja os que já foram realizados.

Desde 2008, já passaram pelos ateliês 290 trabalhadores. Suas obras estão expostas numa galeria própria, no bairro de Santa Cecília,  e já participaram de mostras em São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió e Barcelona.

Idéia premiada
Em 2009, dentre 270 iniciativas, o Mestres da Obra, ficou entre os 10 finalistas do Prêmio Empreendedor Social de Futuro, promovido pela Folha. A premiação busca incentivar ideias inovadoras que estão sendo colocadas em prática há mais de um ano e há menos de três.

O vencedor do prêmio foi o Projeto Gastromotiva, que você também conhece no video abaixo:

> Finalistas do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro 2009

Serviço:
Galeria Mestres da Obra
Rua Barão de Tatuí, 198
Santa Cecília – São Paulo-SP
www.mestresdaobra.org.br

(Fotos: reprodução do site. Video: da Blá Blá Produções)

Nota 1: demorei, mas voltei! E acho que esse é um bom tema para primeiro post do ano, né?
Nota 2: queria colocar o video diretamente no post, mas não estou conseguindo. Alguém me ajuda?

Por um Natal mais leve

É inevitável rolar um consumismo básico nessa época do ano. Afinal, a gente também sente vontade de fazer um agrado à família e aos amigos queridos. Eu simplesmente ADORO dar presentes – e isso o ano todo, então não posso recriminar ninguém -, mas o que me incomoda é essa “obrigatoriedade natalina”.

É quase uma catarse coletiva essa coisa de comprar, comprar e comprar. E nem sempre a gente tem dinheiro para isso, né?

Uma de minhas sugestões é fazer um troca-troca, como o que fiz no meu Natal do ano passado, quando eu e algumas amigas combinamos de nos dar presentes usados ou feitos por nós mesmas. Foi bem legal.

Além disso, quem tem dotes artísticos sempre pode confeccionar as lembrancinhas, que, muitas vezes, são mais especiais que um vale-CD da Fnac. Outra opção é arregaçar as mangas na cozinha. Quem não gostaria de um bolo com receita secreta, uma compota de frutas ou um pote de geléia de morangos caseira?

Invista no embrulho
Se já comprou ou fez seus presentes, também há várias idéias bacanas para embrulhá-los, muitas vezes sem gastar nenhum tostão.

Você pode usar jornal, folhas de revista, papel pardo, enfim, o que tiver à mão e dar aquele toque especial com uma fita bonita.  As fitas sempre valorizam o resultado final e não custam caro. Compre de rolo que sai mais barato.

Também dá para brincar revestindo caixas de sapato, de camisa e até de alimentos (aveia, maizena…) e fazer embalagens práticas e divertidas. E, ainda, se você (ou sua mãe) costurar, pode fazer saquinhos charmosos com retalhos.

(Foto: O doce mundo de Lili)

Meu Ambiente

A Paty, que está à frente do blog acima, já é uma veterana nesse quesito de se preocupar com o planeta, com as pessoas, com o futuro. Dando uma olhada nos seus posts, encontrei dicas muito bacanas, inclusive, algumas que ela usou em sua festa de casamento. Noivas de plantão, confiram!

Além de todos os convites terem sido feitos por ela mesma, na decoração foram aproveitadas garrafas e embalagens de vidro usadas, como de palmito, maionese, geléia etc. O material se transformou em vasinhos para as flores que enfeitariam as mesas.

Pra completar, a lembrancinha foi uma muda de amoreira, que o casal adquiriu no Instituto Florestal, em São Paulo. Cada uma trazia uma mensagem diferente. Segundo ela, a escolha não foi gratuita: “Assim como o casamento, a planta precisa ser cuidada para crescer bonita e saudável. Cuidado diário para que o amor esteja sempre vivo! O legal é que a árvore sempre será lembrada como a do ‘nosso casamento’.” Bonito, né?

> Visite: http://meuambiente.wordpress.com/

(Fotos: reprodução do blog)

Enjoei (e to vendendo)

Dia desses minha amiga me indicou esse blog com uma proposta parecida com a do bazar Lavô tá novo!, um tipo de brechó online. Segundo palavras do próprio site, a proposta é a seguinte:

“Você tem um monte de coisas legais, mas enjoou? Ótimo. Vamos vender e comprar mais. Você fotografa os seus enjôos e manda pra gente (capricha, imita as fotos do site) com o preço de cada peça e uma sugestão de descrição (curtinha como a que você tem visto nos produtos). 15% do valor da venda vão estimular a longevidade dessa loja, e portanto, ficam pra curar o enjôo.”

Pelo que vi, em geral, os produtos apresentados são de pessoas descoladas (hoje se falaria “hypadas”?) e muitos são de marca, o que pode ser uma chance de adquirir aquele item tão almejado, mas por um preço mais camarada. Destaque para as legendas divertidas.

> Dê uma olhada: http://www.enjoei.com.br/

(Foto: reprodução do site)

Embalagem retornável

Eu acho que, hoje em dia, a gente toma muito refrigerante. Quando era criança, uma garrafa de 1 litro era suficiente para o almoço de domingo de uma família com cinco pessoas. Por que, então, eu preciso de uma Coca-Cola de 2 L numa casa onde mora apenas um casal? Além de consumirmos mais do que o necessário, sempre acaba sobrando parte da bebida que vai para o ralo.

Segundo o site da empresa, há embalagens que vão de 200 ml a 3 L, mas, infelizmente, a disponibilidade varia conforme as regiões do país. Eu, por exemplo, não consigo achar uma garrafa de 1 L aqui em São Paulo, que seria a ideal.

Por outro lado, tive uma surpresa boa no supermercado outro dia: a garrafa de 2 L retornável. Com o casco, ela custou R$ 4, mas, depois, para comprar apenas o líquido, o preço tem saído R$ 1,99. Ou seja, a gente gasta menos e ainda não fica produzindo lixo à toa.

Meus objetivos agora são: encontrar a garrafa de vidro de 1 L e algum retornável de Coca Zero. Afinal, sou mais simpática ao vidro como material para embalagens, sem contar que o sabor do refrigerante fica muito melhor. Também vou torcer para que a idéia se espalhe para os outros sabores e, ainda, para os concorrentes.

O site da Coca-Cola diz que estão disponíveis as seguintes opções retornáveis. Veja se encontra alguma perto de você:

• De vidro: 200 ml, 290 ml, 500 ml, 600 ml, 1 L e 1,25 L
• De plástico: 1,5 L e 2 L

> Post compartilhado do blog Órfã da Ofélia.

Coisas que aprendi com o bazar

- que tipo de item as pessoas procuram mais;
- como escolher melhor o preço para as coisas. Menos é mais;
- como a apresentação dos produtos também faz a diferença;
- quem chega mais cedo tem mais chance de comprar as melhores peças;
- se você se interessou por um item, é bom pegá-lo logo, senão alguém pode comprá-lo antes;
- para roupas, é melhor usar etiquetas de amarrar, pois as adesivas saem com facilidade;
- fica mais fácil acertar as contas no final, pois possibilita abater valores, caso o vendedor tenha escolhido algum item seu;
- é importante ter espelhos por perto para as pessoas provarem os acessórios e roupas;
- apesar do bazar ser um evento de compras, ele possibilita que bens que não estavam sendo usados tenham uma utilidade para os novos donos, desacelarando a máquina produtiva (bonito, não?);
- um evento desses também ajuda a treinar o desapego (algumas coisas que não vendi, doei e me senti bem do mesmo jeito);
- o fato de coisas irem e coisas virem faz com que circule a energia;
- muita gente não vai aparecer, mas pode dar certo com poucos.

A cada sorriso, um flash


A seção de roupas foi a mais requisitada.


A D. Luci arrasou com as bolsas. A Ju garantiu a dela.


A Lu chegou tarde, mas pagou tudo em cash e levou o único mocinho do evento.


Os quatro Ps: histórias (nem tão) diferentes; muita coisa em comum.

Como foi

Finalmente, chegou o grande dia do bazar experimental “Lavô tá novo”. No sábado, consegui arrumar a casa a tempo dos convidados chegarem e São Pedro também colaborou, cessando a chuva durante a tarde.

Além de um cantinho para doação, dividi as coisas em três ambientes: um para miudezas (bijuterias, perfumes, itens para casa etc.), outro para livros e CDs e um terceiro para roupas e sapatos. Neste último, também ficaram as bolsas de crochê da D. Luci e foi o que ambiente que fez mais sucesso. A mulherada levou umas coisas bem bacanas e rolaram vários negócios.

Teve gente que mais comprou do que vendeu (eu, por exemplo) e vice-versa, mas acredito que todo mundo saiu satisfeito. Mesmo tendo gasto três vezes mais do que vendi, consegui comprar uns presentes de Natal bacanas, uma bolsa de verniz que é um arraso e um perfume Nina Ricci de-li-ci-o-so. Morram de inveja! rsrs

Cerca de 40% das pessoas que tinham confirmado não conseguiram ir, mas, mesmo assim, considero que o evento foi um sucesso. Revi grandes amigas e dei boas risadas. Logo quero fazer outro, pois muita gente que ficou interessada não pode ir. Sem contar que, para alegria de todos, o CD do Gonzaguinha ainda não foi vendido. Ele ainda pode ser seu!


Quem comprou a idéia e fez acontecer (ainda faltavam uns convidados, mas poucos)

Como a gente guarda tranqueira

Com todas as arrumações para o bazar de amanhã, tive mais uma vez a certeza de que a gente tem muito mais coisa do que precisa. E, pra piorar, guarda um monte de coisa inútil que fica juntando pó sem ser usada.

Enquanto fazia a seleção do que eu queria ficar para mim e o que eu iria expor no bazar, também já separei uma pilha de coisas para serem jogadas fora. Aproveite para fazer uma limpeza no seu armário, no quartinho dos fundos ou nas gavetas. A maioria das coisas ainda dá para encaminhar para reciclagem.

Contagem regressiva: dinheiro

Outra coisa que estive pensando para o bazar do dia 5 é que seria bom se reservássemos moedas e notas pequenas para a data. Como o troca-troca vai acontecer entre a pessoa interessada e a dona dos itens colocados à venda, facilitaria o troco, não?

Nota: provavelmente, teremos a participação de uma artesã de mão cheia, que faz trabalhos lindos em crochê, e também a venda de biscoitinhos caseiros. Hum!