Extreme recycling


Se você está pensando em fazer como o protagonista de “Na natureza selvagem” e picar seus cartões de crédito antes de cair no mundo, esse é um jeito bem criativo de destruir o plástico (e ainda ajudar seus amigos músicos). Brincadeiras à parte, achei o máximo esse “fazedor de palhetas”, que é uma espécie de furador de papel.

Amigos que viajarem para fora, podiam trazer um desses aqui pra casa. Também à venda aqui e aqui.

(Via Ideia Fixa)

Asta: uma “Avon” de artesanato comunitário

Você conhece a Rede Asta? Eu não conhecia, para falar a verdade. A iniciativa nasceu no Rio de Janeiro e tem como objetivo escoar a produção de quase 40 grupos produtivos e gerar renda para essas famílias. “São mais de 700 artesãos (97% mulheres), que desenvolvem produtos exclusivos criados a partir de materiais ecológicos, como bambu, piaçava e fibra de bananeira, retalhos, jornal, sempre obtidos a partir da otimização de recursos, da reciclagem e do reaproveitamento.”

As vendas são encabeçadas por “conselheiras”, no estilo Avon e Natura, com revistinha trimestral e tudo. Nem sei ao certo como aconteceu, mas, pouco depois que soube da existência da rede, me tornei uma. Não sou boa para vender e até hoje não fiz nenhum pedido – acho que faz um mês e pouco que me cadastrei, mas também confesso que não ofereci a revista para praticamente ninguém.

Devo fazer meu primeiro pedido essa semana e talvez a maior parte das compras seja minha mesmo, mas, como o Natal está aí e muita gente sai a caça de presentes, “fica a dica”. Como os grupos trabalham com material doado, as estampas das peças que levam tecido são meramente ilustrativas na revista, pois depende do que tiverem no estoque.

> Confira o catálogo atual: CAT 03 ASTA_FINAL grafica

> Saiba mais: www.asta.org.br.

Embalagens alternativas (e fofas!)

O Natal já já está aí – pelo menos é o que as propagandas da TV nos fazem acreditar há semanas –, mas essa dica é boa para qualquer época do ano em que a gente se proponha a dar presentes. Minha amiga Carol Miranda que me indicou o link, por saber que adoro inventar embalagens diferentes. Usar jornal como papel de presente e arrematar com uma fita colorida já é um clássico em casa!

Num Natal desses, fiz umas sacolinhas parecidas com essas, mas usando papel pardo. Uma dica para facilitar e deixar os vincos mais estruturados é embalar uma caixinha já existente – de leite, sapato, enfim, uma condizente com o presente que se quer acomodar – deixando uma das laterais abertas para retirar a caixa antes de dar o arremate final (os furos com a fita). Também prefiro cola a durex, pois acho que fica com um acabamento melhor.

Outra dica de embalagem que achei o máximo foi essa abaixo, criada coincidentemente pelo pai da Carol: um embrulho estilo correio com direito a selo de cera derretida. Amei!


Frente e verso, no melhor estilo “que a força esteja com você”.

> O passo a passo da sacolinha da foto está no blog “Yours truly, G.”. Dê uma olhada lá.

(Fotos: Gwyneth/Yours truly, G. + Paula R.)

Museu dos Relacionamentos Rompidos

Esse post é para falar do espirituoso Museum of Broken Relationships, que reúne presentes de ex-namorados(as) e maridos/mulheres que não foram para o lixo. São ursinhos de pelúcia, alianças e até vestidos de noiva, que carregam aquelas lembranças todas… Achei que é quase um ato de reciclagem! (risos) E ainda ajuda a esquecer quem nos deixou de coração partido, sacudir a poeira e dar a volta por cima.

A ideia nasceu em 2005 com os croatas Olinka Vistica e Drazen Grubisic, mais como uma brincadeira. Hoje, o museu já tem cerca de 700 itens e só tende a crescer. Os doadores não precisam se identificar, apenas incluir uma breve descrição, cidade natal e datas de início e fim da relação. Mostras itinerantes já passaram pela Cidade do Cabo, Istambul, Sarajevo, São Francisco, Toronto e Buenos Aires, e atualmente está em Covent Garden, Londres.

> Site do museu: http://new.brokenships.com/en

> Vi aqui.

(Foto: Aleksandra P./stock.xchng)

Cliques de um bazar

Depois de meses de ensaio, nesse sábado, finalmente aconteceu a 5ª edição do nosso quase tradicional Bazar Lavô tá Novo! Foi na casa da Anna, que abriu as portas para a bagunça e propiciou esse momento de troca-troca – tudo no clima familiar, é claro. As figurinhas fáceis dos outros bazares e outras convidadas não puderam ir por uma infinidade de motivos – plantões, compromissos, viagens, corridas… –, mas esses eventos sempre nos possibilitam conhecer pessoas novas e também rever amigos sumidos.

Minhas compras foram um cachecol, três blusinhas, um vestido, um batom e sabonetes. O destaque fica por conta das roupas, que nunca consegui comprar, e dessa vez encontrei modelitos que me serviram. Um brinde à dieta!

Fiquei muito feliz com o clima geral, em divulgar a ideia do bazar – teve gente que se animou em fazer uma edição no ABC! –, em fazer circular tantas coisas que estavam paradas no fundo de armários, gerar economia para quem compra e dinheiro para quem vende…

Também fiquei animada em não esperar tanto tempo para organizar uma próxima edição. Quem sabe no final de agosto não consigo agitar algo? Assim aproveitamos as sacolas de coisas que tanta gente comentou comigo que já estava separada. Talvez seja até uma versão com direito à participação de “meninos”. O que acham?


Vania, a campeã de vendas de todas as edições, e a “comissão organizadora”.


Nem preciso dizer que as roupas foram o sucesso do dia.


Teve gente nova, que adotou a ideia, e produtos da Victoria Secrets/Natura, que também fizeram sua estreia.


Foi o primeiro bazar com presença marcante de crianças – em breve, podemos pensar numa edição com seção de roupas infantis.

Obrigada a todas as participantes! (Rê, faltou você nas fotos!)

Quem gostou levante a mão. \o/

(Fotos: Paula R.)

V Bazar Lavô tá Novo! – by Anna

Muitas foram as ideias para um novo bazar esse ano, mas somente agora conseguimos colocar a mão na massa. Quem se prontificou a ser a anfitriã dessa vez foi a Anna, minha cunhada, que mora em Perdizes e abrirá as portas da sua casa no dia 30 de julho (sáb.). O endereço, como das outras vezes, será enviado por e-mail – quem não receber, me escreva.

Para quem ainda não participou, o bazar funciona como um grande “clube da luluzinha”, em que a gente se encontra para vender, comprar, doar ou trocar coisas. É uma loucura! Para isso, convido a todas para que façam uma arrumação nos armários para separar o que não usa mais, não gosta ou não serve. Todo mundo tem uma tia que acha que a gente ainda tem 15 anos, né?

A seção mais procurada costuma ser a das roupas, mas a escolha dos itens é bem livre. Podem ser sapatos, acessórios, bijus, perfumes, maquiagem, livros, CDs, objetos de decoração e artesanato, caso alguém tenha dotes artísticos – já teve até venda de cookies da Lili & Clo. Se não tiver nada para vender, apareça para dar uma olhada e bater papo, que já é bem bacana.

Os preços também são escolhidos por cada uma das meninas e as negociações feitas na hora. Para facilitar, selecionei algumas dicas que aprendi na prática.

DICAS ÚTEIS:

  • Lavar/limpar as peças valorizam o material.
  • Cada um deve colocar o preço que considerar justo em cada item. Quem coloca preços mais camaradas vende mais.
  • As etiquetas são fundamentais para o processo fluir. Nelas, o ideal é colocar as iniciais N, SN ou U (para indicar se é novo, seminovo ou usado) + o preço ou a palavra “doação” + o nome da dona (para facilitar trocas e pagamentos). Exemplos: N / R$ 12 / Paula ou U / doação / Paula.
  • Para objetos, as melhores etiquetas são as adesivas. Já para as roupas, é bom fazer algo em papel/cartolina, amarrado com um barbante/fita.
  • Quem chega mais cedo tem mais chance de comprar as melhores peças. Trazer as coisas etiquetadas também ajuda você a não perder tempo para olhar o que está sendo oferecido.
  • Levar dinheiro trocado! Durante a transação, muita coisa acaba sendo troca, mas também é preciso levar dinheiro em notas pequenas e moedas, pois ajuda no troco (algumas compras acabam não rolando por falta dele).

 EDIÇÕES ANTERIORES:

> Edição I + fotos
> Edição II + fotos
> Edição III (by Isabele)
> Edição IV (by Eti)

Consumo consciente

Hoje vi na página do Instituto Akatu um texto sobre “12 princípios do consumo consciente” e me inspirei para fazer um Top 5 aqui para o Lavô tá novo!:

1. Consuma apenas o necessário: não estou falando que a gente deve usar uma roupa até furar para, então, comprar outra, mas ninguém precisa de 100 calças jeans ou sapatos!
2. Não compre por impulso: pense 2 segundos antes de levar aquela jaqueta verde limão que é a-última-moda. Veja se gostou mesmo, se vai usar, se não é muito cara só por ser do estilista XYZ… Também não é legal fazer compras de supermercado com fome. rs
3. Não desperdice: recursos como água e luz não são inesgotáveis. Se a consciência não pesar, pense que o excesso pode fazer diferença no bolso pelo menos. O mesmo serve para comida e outros bens.
4. Reutilize produtos e embalagens: muita coisa tem conserto e não precisa ir para o lixo logo de cara. Móveis podem ganhar cara nova, calças podem virar bermudas e garrafas objetos de decoração. Uma outra opção são os bazares, não é mesmo? Na hora da compra, também é legal observar o quanto de material é usado na embalagem do produto e, é claro, usar ecobags.
5. Não compre produtos piratas ou contrabandeados: isso vale também para aqueles produzidos por trabalho infantil ou escravo, ou que fazem testes desnecessários em animais.

> Veja a lista completa do Akatu.

(Foto: Josep Altarriba/stock.xchng)

Pra refletir: “A história das coisas”

“É para comprarmos sapatos novos! A publicidade e a mídia em geral tem um papel importante nisso. Cada um de nós nos EUA é bombardeado com 3 mil anúncios por dia. (…) Qual o objetivo de um anúncio se não nos fazer infelizes com o que temos? Por isso, nos dizem 3 mil vezes por dia que nosso cabelo está errado, nossa pele, nossos carros, nós estamos errados. Mas tudo se resolve se formos às compras.” Esse é um dos trechos que mais me chamou atenção no documentário “A história das coisas” (2008), que fala das consequências dos atuais hábitos de consumo, principalmente, dos norte-americanos. O vídeo é narrado pela ativista Annie Leonard e aborda a trajetória dos bens, da exploração dos recursos naturais ao lixo.

Conheci o vídeo há um mês apenas e estava devendo a publicação por aqui. Sei que é grande, mas vale tirar uma tempinho para ver. Para quem achar que não vai conseguir parar 20 minutos, tem também a versão dublada que dá para escutar durante o trabalho.

Não estou conseguindo compartilhar o link do YouTube aqui, então, bebam direto da fonte:

> Legendado: http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
> Dublado: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E&feature=related
> Também dá para baixar em formato de DVD aqui

Ecopack: descartáveis biodegradáveis

Sempre me dá um certo arrepio ver lugares que ainda usam copos plásticos para servir água e café ou festas de aniversário com pratinhos e garfinhos descartáveis. Sei que são práticos, que é mais fácil ensacar tudo no fim do dia e ficar com a sensação de limpeza rápida. Mas o que a maioria das pessoas não pensa é que está apenas transferindo a sujeira de um lugar pra outro. Uma vez vi uma campanha que dizia algo como “Em relação ao planeta, não existe ‘lá fora’”. E é verdade.

Sou uma amante dos utensílios de vidro, pois além de serem 100% recicláveis, podem ser usados várias vezes e não alteram o sabor dos alimentos. Mas para empresas que organizam eventos muitas vezes a logística fica difícil, por isso fiquei feliz com a novidade que vi hoje: uma linha de descartáveis biodegradáveis, a Ecopack da Clean Living.

São copos, talheres, pratos e até sacos de lixo feitos a base de milho, que se decompõem naturalmente muito mais rápido do que os feitos de plástico. Segundo a empresa, se descartados por meio de compostagem, a decomposição dura 180 dias e ainda serve como adubo. Achei o máximo!

 Outra ideia bacana é a da UFSCar, onde os “bixos” recebem uma caneca com o logo da universidade logo que entram e há uma cultura de se andar com o utensílio pra cima e pra baixo. Até o pessoal da pós-gradução faz uso de canecas para tomar água, café, refrigerante e, é claro, cerveja. Eu vi com meus próprios olhos.

> Visite: http://www.cleanliving.com.br/

:. Dica da @Tais_cp

(Foto: reprodução daqui)

Nota: acabei de escrever esse post para o Órfã da Ofélia, mas como o assunto é importante (e tem a cara do Lavô!) resolvi reproduzir aqui. ;-)

Suuucessooo!


Que delícia começar o ano com um bazarzim para circular as energias! E a edição “by Eti” foi muito especial. Reuniu umas quinze meninas (ou mais) – gente do bem! – e foi a que tinha mais opções de coisas para comprar. O povo caprichou e todo mundo saiu com alguma sacola.

Eu, que costumo ser contida, tive um “momento descontrol” e levei vários itens para casa: gibis do Sandman, echarpe, tênis (um Converse zero bala lindão!), DVDs, brincos e até dois baralhos espanhóis bacanudos. Sem contar que o pessoal aproveitou que meu niver está chegando e me deu vários presentes que adorei (Valeu Didi, Ju, Eti, Anna!).

Ah, e teve também os cookies da Lili que são uma delícia – cheios de chocolate e de derreter na boca (não é exagero!).

A Eti foi uma ótima anfitriã, organizou tudo direitinho, fez brigadeiro e mousse pra alimentar a mulherada e ainda limpou nossa bagunça no final. Mil agradecimentos!

Um pouquinho mais da festa em fotos (pena que nem todo mundo foi registrado…):

Pra variar, roupas e sapatos são os itens que fazem mais sucesso. O bom gosto das vendedoras e o precinho ajudam.

O quarto sendo o lugar mais frequentado. Olha como a mulherada fica feliz com uma boa pechincha!

Mais amigas que adotaram a ideia e os cookies da Lili. Hum!

À esq., dois  cases de sucesso do bazar: a Ju, a única que foi em todas as edições (além de mim), e a Van, que é sempre campeã de vendas. Mas o bazar também serve pra reencontrar as amigas e, desta vez, trouxe a Didi, que foi a responsável pelas etiquetas mais criativas.

(Fotos: Paula, Eti e Lili)

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